quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Conheça os mitos e verdades sobre a RITALINA - a droga dos concurseiros





Uma droga vem ganhando adeptos entre os concurseiros. Lançado em meados da década de 1950 para o tratamento de crianças com quadros de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, o metilfenidato, princípio ativo do medicamento mais conhecido comercialmente como “Ritalina” (veja bula completa), passou a ser popular também entre adultos, grupo cada vez mais diagnosticado com o distúrbio antes tido como infantil.

No entanto, o medicamento tem sido usado sem indicação médica, para, entre outras finalidades, a suposta melhoria da concentração durante os estudos, inclusive de concursos públicos. Em função disso, a droga entrou para o rol da ilegalidade, e é vendida livremente sem prescrição médica em salas de bate-papo na internet.

O metilfenidato potencializa a ação dos neurotransmissores noradrenalina e dopamina, reduzindo o que é clinicamente chamado de déficit de atenção, o DAH. Isso faz com que o indivíduo hiperativo fique mais atento, concentrado. Essa ação da Ritalina junto aos hiperativos leva muitos concurseiros a usarem o medicamento em busca de resultados semelhantes. No enteanto, é  falsa a impressão de que a droga aumenta a capacidade de acumular mais informações em menos tempo. Se funcionasse de fato, o candidato teria uma vantagem considerável em relação aos demais.

Efeitos colaterais

A psiquiatra Andiara de Saloma comenta que é um equívoco o uso indiscriminado do metilfenidato por pessoas que não têm os problemas para os quais ele é indicado, pois a droga não aumenta a capacidade de armazenamento de informações. “O cérebro tem limites e quando alguém está estudando, essa pessoa precisa do tempo adequado de descanso e sono para que possa armazenar as informações assimiladas. A ideia de que as drogas podem aumentar a capacidade de armazenamento é um grande erro”, esclarece.

Além disso, o uso excessivo da Ritalina pode trazer sérias consequências para a saúde. A utilização sem necessidade pode causar efeitos colaterais como taquicardia, dores no peito e até perda de libido.

Risco de dependência

Andiara alerta ainda que o medicamento utilizado pelos concurseiros é de liberação imediata das substâncias e, por isso, há risco de dependência. “Após algum tempo de uso, o indivíduo precisará de doses maiores para obter o efeito desejado”.

Ela salienta que o  metilfenidato é um estimulante indicado para pacientes cujos quadros clínicos apontam, grosso modo, a carência de dopamina e noradrenalina no cérebro. “Quando o indivíduo não sofre da falta desses neurotransmissores, o uso do medicamento tem uma maior chance de causar um aumento excessivo da disponibilidade dessas substâncias. O cérebro, por sua vez, criará estratégias de defesa para regular a sua quantidade, o que pode resultar em dependência”.

O risco pode levar a um efeito contrário. Ao invés de proveitoso, o uso dos comprimidos se transforma em um transtorno. De acordo com a psiquiatra, em casos extremos, os dependentes experimentam quadros severos como a falta de iniciativa para as tarefas mais corriqueiras do cotidiano, como os cuidados pessoais e a própria higiene, além de perderem o prazer e a motivação para realizar qualquer atividade. “Existe tratamento para esse quadro, porém, é uma difícil jornada, como em qualquer dependência química”, comenta.

Segue abaixo uma matéria publicada do Jornal Estado de São Paulo que apresenta um estudo da Unifesp demonstrando que a Ritalina não aumenta a memória de longo prazo ou a inteligência. Vejamos:

A Ritalina não promove melhora cognitiva em pessoas saudáveis. Indicada para transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), ela tem sido usada por estudantes que buscam melhor desempenho em provas e concursos. Apesar da fama que lhe rendeu o apelido de “pílula da inteligência” ou “droga dos concurseiros”–, uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que o medicamento não beneficia a atenção, a memória e as funções executivas (capacidade de planejar e executar tarefas) em jovens sem o transtorno.

A psicóloga Silmara Batistela, autora do estudo, decidiu investigar o tema ao perceber a popularização da prática de doping mental. “É muito comum ouvir o relato de pessoas que, para passar a noite estudando antes da prova, tomam Ritalina”, diz. O objetivo da pesquisadora era avaliar se o consumo do medicamento, cujo princípio ativo é o cloridrato de metilfenidato, realmente trazia vantagens cognitivas.

Ritalina 
O que é – Nome comercial mais conhecido do metilfenidato, que é da família das anfetaminas. 
Uso – É prescrita para crianças acima de 6 anos e adultos portadores de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. 
Efeitos – Age no sistema nervoso central, potencializando a ação dos neurotransmissores da noradrenalina e da dopamina, ampliando a concentração. 
Efeitos colaterais – Pode causar dificuldade para dormir, alterações no humor, dor de cabeça e até mesmo perda de libido. (Fonte: Anvisa)

Para a pesquisa, foram selecionados 36 jovens saudáveis de 18 a 30 anos. Eles foram divididos aleatoriamente em quatro grupos: um deles tomou placebo e os outros três receberam uma dose única de 10mg, 20mg ou 40mg da medicação. Depois de tomarem a pílula, os participantes foram submetidos a uma série de testes que avaliaram atenção, memória operacional e de longo prazo e funções executivas. O desempenho foi semelhante nos quatro grupos, o que demonstrou a ineficácia da Ritalina em “turbinar” cérebros saudáveis.

“O uso não alterou a função cognitiva. A única diferença que observamos foi que os que tomaram a dose maior, de 40 mg, relataram uma sensação subjetiva de bem-estar maior em comparação aos demais”, diz Silmara.

Perigos

O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, diretor do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Unifesp, observa que o mito de que a Ritalina teria o potencial de tornar alguém mais inteligente não faz sentido. “A pessoa fala que consegue estudar a noite inteira com o remédio. Isso é porque ela fica acordada e não porque tem uma melhora na atenção”, diz. Ele observa que o aprendizado sob o efeito da droga consumida inadequadamente é de má qualidade.

Silveira destaca que existem perigos relacionados ao uso inadequado do medicamento. O consumo aumenta os riscos de problemas do coração e pode levar a um quadro de arritmia cardíaca. O especialista acrescenta que, tratando-se de uma anfetamina, a droga apresenta também um potencial de abuso, razão pela qual é controlada e só pode ser comprada com receita especial.

A alternativa para os que resolvem usar a Ritalina sem ter indicação é recorrer ao mercado negro. Estudantes relatam que não é difícil encontrar fornecedores anunciando o produto em fóruns de discussão na internet.

Um estudante de Economia de 22 anos, que preferiu não se identificar, conta que soube dos efeitos da Ritalina por um amigo. “Ouvi falar de uma droga que todos universitários estavam usando na Europa e nos Estados Unidos para aumentar a concentração. Li sobre seus efeitos colaterais, para o que servia e, como sempre me achei um pouco hiperativo, resolvi experimentar.” As duas primeiras caixas foram compradas de um conhecido. Depois, encontrou um fornecedor na internet que atende aos pedidos dele e de seus amigos. “A gente pede de uma vez só várias caixas.” Para o universitário, que toma o remédio para estudar aos fins de semana ou à noite, quando pretende varar a madrugada entre os livros, a principal vantagem é tirar o sono. “O ganho está nas horas a mais que estudo na madrugada.”

Segundo ele, também há um aumento na concentração e na atenção. “Não fiquei mais inteligente, mas meu tempo de dedicação aos estudos aumentou”, relata. Ele, que foi um dos primeiros entre seus amigos a usar o recurso, conta que hoje conhece cerca de 15 pessoas que aderiram. Um de seus amigos, também estudante de Economia, conta que aderiu à pílula por ter dificuldade de ler textos longos. “Eu começo a me dispersar no meio deles. Como trabalho o dia inteiro, acaba me faltando tempo para conseguir ler volumes grandes.” Para ele, a Ritalina o ajuda a ler bastante sem se dispersar.

Encenação

Outra estratégia que tem sido adotada para obter o remédio é simular os sintomas do TDAH na esperança de ganhar uma receita. O neuropediatra Paulo Alves Junqueira, membro da Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro), conta que tem existido essa demanda, principalmente entre os concurseiros. “O médico precisa ter a habilidade de identificar esses casos: o TDAH não vem de uma hora para outra. É um transtorno incapacitante que acompanha o paciente ao longo da vida.”

Segundo levantamento feito pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) a pedido do Estado, houve um crescimento de quase 50% na venda de remédios à base de cloridrato de metilfenidato no Brasil entre 2008 e 2012. Entre setembro de 2007 e outubro de 2008 foram vendidas 1.238.064 caixas, enquanto entre setembro de 2011 e outubro de 2012 as vendas cresceram para 1.853.930 caixas. Nesse intervalo, os valores gastos com a medicação passaram de R$ 37.838.247 para R$ 90.719.793.

Remédio é popular entre os que prestam concursos

Um dos grupos em que o uso irregular de Ritalina é mais popular é o dos “concurseiros”: aqueles que se preparam para conseguir uma aprovação nos concorridos concursos públicos. O juiz do Trabalho Rogerio Neiva, que dá aula em curso preparatório e pesquisa sobre neurociência da educação, conta que percebe entre seus alunos “a ideia de que, tomando a Ritalina, vão ter a fórmula mágica do sucesso intelectual e cognitivo”.

Para ele, a grande atração dos estudantes pela droga vem da esperança de que ela acelere o processo de aprendizado. “Os ‘concurseiros’ estão atrás da facilidade, da dica, do esquema. É fácil, portanto, cair em qualquer discurso que se aproxime da ‘pílula do sucesso’”, diz.

No caso de uma “concurseira” de 30 anos, que preferiu não ser identificada, o uso inadequado da Ritalina veio por sugestão de um médico. Ela fazia um tratamento psiquiátrico para distúrbio de humor e sempre reclamava de sua falta de concentração e dificuldade de reter o conteúdo estudado. “Quando você estuda há algum tempo e os resultados positivos não vêm, você fica buscando justificativas.” Seu médico fez, então, algumas perguntas para identificar possíveis sinais de TDAH. Como ela respondeu positivamente a alguns desses sinais, o profissional sugeriu o uso de Ritalina como teste, para ver se ela teria resultado positivo. “Hoje, vejo que foi um teste irresponsável das duas partes: ele, como médico, e eu, como adulta e consciente.”

A estudante diz que logo começaram a surgir os efeitos negativos. Com a droga, ela conseguia estudar por várias horas, mas se esquecia de tomar água e se alimentar. “A concentração realmente aumenta, mas é falha, porque ficar sentada nem sempre quer dizer que você está aprendendo.” Depois de alguns meses de uso, começou a sentir dores de estômago, prisão de ventre e tremedeira nas mãos.

Em uma ocasião, viajou para fazer uma prova e esqueceu o remédio no hotel. Antes do início do exame, o nervosismo era tanto por saber que teria de fazer a prova sem a droga, que ela roeu todas as unhas. “Desde esse dia, comecei a avaliar se estava vidrada no medicamento, se tinha viciado.”

Quando suspendeu o uso, passou meses sem estudar direito. “Acho que piorei em concentração: é como se eu tivesse ficado sozinha, sem o remédio que me garantia sucesso. Daí veio o choro e a revolta.” Hoje, ela conseguiu uma aprovação, que credita aos cinco anos de estudo, e não à droga.

Neiva observa que a atração pela Ritalina também pode decorrer do fato de que a vida do “concurseiro” não é fácil. “A preparação é um processo intelectualmente desgastante. É uma fase difícil e é natural que as pessoas tentem buscar recursos para minimizar desgastes”, diz.

Substância é eficaz contra déficit de atenção.

No caso de pessoas efetivamente diagnosticadas com TDAH, a Ritalina promove o aumento dos níveis de dopamina no cérebro. Trata-se de um neurotransmissor que aumenta o estado de alerta e melhora a cognição, por isso geralmente promove uma melhora nos estudos.

O neuropediatra Paulo Alves Junqueira, membro da Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro), afirma que a droga não aumenta a inteligência nem fornece habilidades que a pessoa não tinha anteriormente, “mas deixa o paciente pronto para trabalhar em dobro porque tira a fadiga e estabelece um esforço para que consiga se manter em determinadas tarefas”.

O diagnóstico é clínico. “É necessário fazer uma entrevista artesanal, longa, com várias questões. Tem de saber das trajetórias do paciente e o quanto tem de prejuízo nos relacionamentos, no trabalho e na autoestima”, diz. Constatado o transtorno, é preciso inquirir o histórico cardiovascular do paciente. Os que já tiveram problemas no coração não devem usar a droga.

“Para quem precisa, o remédio muda a história de vida do indivíduo. Ouço relatos de portadores que, depois de serem diagnosticados, mudaram de vida, entraram na faculdade e tiveram várias realizações. Isso é gratificante”, diz Junqueira.

Para o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, a fama da Ritalina de tornar as pessoas mais inteligentes vem do fato de que portadores de TDAH são frequentemente rotulados de preguiçosos antes do diagnóstico. “Depois de medicados, o rendimento escolar passa a ser muito bom. Por isso os pais brincam que é a ‘pílula da inteligência’. Tenho um paciente que diz que ficou ‘nerd’ depois da Ritalina.”

Fonte: O Estado de SP

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

De Concurseiro para Concurseiro

Concurseiro que é concurseiro, é solidário com seus companheiros de luta e baseada nisso, sempre que der estarei disponibilizando algum material de interesse comum a nós, batalhadores!


Para começar, dividirei com vocês esta Gramática poderosíssima do Fernando Pestana. Espero que aproveitem tanto quanto eu. 
Para fazer o download basta clicar neste link.


Conheça o estilo das 6 principais bancas de concursos públicos



Professores e especialistas em concursos públicos são unânimes em afirmar que conhecer as particularidades da banca examinadora conta pontos a favor dos concurseiros. Confira o perfil das 6 grandes bancas examinadoras de concursos públicos: Fundação Carlos Chagas, Cesgranrio, Cespe, FGV, Vunesp e Esaf.

“O candidato que conhecer o estilo da banca, suas exigências e nível de dificuldade, estará mais preparado para a prova, fugindo de erros e surpresas”, diz Pedro Moura, presidente do Grupo Nova, especializado em material didático para concursos.


Pensando nisso Exame.com foi investigar o perfil das seis principais bancas examinadoras. Confira as características mais marcantes de cada uma delas e as dicas para se dar bem na suas seleções para a carreira pública:


1 – Fundação Carlos Chagas (FCC) 

Realiza concursos federais, estaduais e também municipais. As questões geralmente são bastante objetivas, e mesmo que sejam extensas, não têm muito mistério, segundo Isis Cordiola Agostin, revisora do grupo Nova.

Candidatos devem ficar atentos com as provas de português e de direito que são bem equilibradas e exigem um grau de análise e conhecimento literal às leis. “Em Direito, a FCC cobra bastante letra da lei em questões que podem apresentar casos”, diz ela.


Geralmente nenhum item do edital é deixado de fora da prova. A apresentação das questões é objetiva. Uma “pegadinha” que pode atrapalhar os concurseiros mais desatentos está nos enunciados das questões de múltipla escolha. “Eles costumam pedir para o candidato assinalar a alternativa incorreta, e acabam pegando muita gente nesse detalhe”, diz Isis.


Dica: Decore leis e treine bastante a escrita de redações. “É interessante o candidato praticar com provas anteriores porque a forma da questão geralmente é a mesma, não muda muito de um concurso para outro”, indica Isis.


2 – Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da UNB (Cespe) 

É, de longe, a mais temida pelos concurseiros. Realiza concursos do Banco do Brasil e é a banca examinadora do concurso de analista e técnico do Banco Central, que está com inscrições abertas.

“As questões são multidisciplinares e complexas”, diz Isis. A prova de português geralmente é bastante longa e cansativa, segundo ela.


O Cespe aposta em questões em que é preciso assinalar certo e errado nos enunciados e isso pede atenção redobrada dos candidatos. Isso porque a banca anula a questão inteira se o concurseiro errar apenas parte da resposta. “Por isso, é melhor evitar chutes porque há risco de diminuir os pontos”, diz a revisora do Grupo Nova.


Além disso, os concurseiros devem estar afiados em atualidades. “O Cespe cobra muita jurisprudência, ele querem que o candidato esteja sempre muito atualizado”, diz ela.


Dica: Pratique a leitura rápida e concentrada para não perder muito tempo de prova lendo enunciados. “Isso só é possível com muito treino”, lembra Isis. Aposte em simulados com perguntas de alternativas.


3 – Cesgranrio 

Costuma realizar os concursos da Petrobras, de bancos, do IBGE e atualmente está fazendo a seleção da Liquigás.

O nível de cobrança é médio e é conhecida como uma banca metódica com provas separadas por matérias. “As questões são parecidas com as da Fundação Carlos Chagas, com a cobrança de texto de lei e enunciados não tão complexos quanto os do Cespe”, diz Isis.


Aposta e gráficos e imagens nas questões de atualidades, raciocínio e de interpretação. 

“A prova de inglês é considerada difícil, e o candidato deve ficar atento às questões de interpretação de texto”, diz Isis.

Dica: Pratique com provas de concursos anteriores, a banca costuma cobrar questões antigas.


4 – Fundação Getúlio Vargas (FGV) 

Faz concursos de câmaras municipais, da Polícia Civil do Rio de Janeiro e secretarias. É a banca responsável pela prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). 
“É uma banca imprevisível, não tem padrão, munda muito de uma prova para outra”, diz Isis. Mas, ela destaca algumas características que são mais frequentes. “Traz texto longos para interpretação de texto e gramática. Na parte de direito tem cobrado casos práticos e, questões multidisciplinares envolvendo também texto de lei”, diz Isis.

Dica: Estude bastante o edital, não deixe nenhum item de fora. “Pode cobrar até nota de rodapé”, diz Isis. Preste atenção às bibliografias exigidas porque elas são cobradas também. Aposte em exercícios variados.


5 – Vunesp 

Responsável pelos concursos da Polícia Civil paulista, tribunais de justiça, Cetesb, prefeituras paulistas, entre outros. Em setembro, os candidatos do concurso do Detran vão realizar provas elaboradas pela Vunesp.

“A prova de português costuma ser bastante elementar, cobra bastante gramática, mas pode ser que uma ou outra questão seja mais complexa. Em Direito o candidato deve conhecer bem o texto da lei”, diz Isis.


Segundo ela, os concurseiros devem ficar atentos já que o perfil da Vunesp tende a mudar. “Ainda é uma prova tranquila, mas estão querendo complicar um pouco”, diz.


Dica: Aposte no texto de lei e no estudo de gramática e resolva provas anteriores para perceber melhor o estilo das questões.


6 – Esaf 

Também costuma deixar os concurseiros de cabelo em pé. Faz concursos da Fazenda e Tesouro Nacional. “É uma banca polêmica que traz temas em que não há consenso entre os doutrinadores. Diante disso, seus concursos acabam tendo volume de recursos o que pode até atrasar o andamento da seleção”, destaca Isis.

As questões são bem elaboradas e complexas, com estudo de casos em direito e cobrança da letra de lei. “Candidato tem que estar bastante preparado, porque o grau de dificuldade é de médio para alto”, diz.


Dica: Como a banca não costuma cobrar todos os itens do edital, fazer provas de concursos anteriores é uma boa maneira de direcionar seus estudos para os conteúdos que aparecem mais frequentemente, de acordo com Isis.



Revista Exame

Saiu do ritmo? Veja 7 dicas para retomar o ritmo nos estudos




Depois de retornar das férias ou de alguns dias de descanso, por vezes é difícil retomar os estudos. Afinal, durante esses períodos, quem está estudando para concursos quer relaxar e passa a fazer várias atividades em horários diferentes da sua rotina. Vão para festas noturnas, bebem e comem mais, encontram com os amigos até tarde da noite e abrem mão da disciplina comum do concurseiro.

Além desses (bons!) motivos, existem outras situações que tiram o ritmo dos estudos. Os problemas pessoais podem nos deixar abatidos e causar um momento de desânimo, por exemplo. Grandes eventos, como a Copa do Mundo realizada no país também dispersaram muito de nossa atenção. Os motivos podem ser citados longamente... Mas o que é possível fazer para recuperar a motivação para estudar e “entrar na linha” de novo?

Volte lentamente à sua rotina 
Faça uma transição gradual para retomar sua rotina de estudos, em vez de algo mais abrupto. Aos poucos, pegue os livros e apostilas, consulte suas vídeo-aulas, leia algumas anotações. Você pode começar com uma hora de estudo diário, depois passar para duas horas por dia na semana seguinte, e logo, mais rapidamente do que imagina, vai recuperar sua regularidade e a vontade de estudar. O importante é progredir a cada dia!

Tenha momentos de descanso 
Não tente precipitar ou acelerar muito seu volume diário de coisas a se estudar, considerando que perdeu tempo enquanto estava de férias ou desmotivado. O que passou, passou, e você não deve deixar suas ações no presente o desgastem ainda mais, atrapalhando seu futuro. Portanto, não deixe de tirar momentos de descanso, como fazia normalmente. Cortar o horário de descanso não vai te ajudar a recuperar o ritmo, apenas vai diminuir seu rendimento e aumentar a frustração.

Desvie-se do que lhe tira atenção 
Joguinhos de computador e Internet são hoje em dia os principais esgotadores de atenção e de tempo útil. Mas não são os únicos! Quando a pessoa está desmotivada, ela tenta adiar o bom retorno aos estudos até vendo a programação matutina e sem graça da TV. Cada um sabe o que o faz perder o precioso tempo com inutilidades. Portanto, identifique essas causas e fuja delas. 

Traga coisas novas para sua rotina 
Incremente seu dia a dia com coisas novas para manter a motivação. Vá a um museu, cultive um novo hábito interessante (como cozinhar, por exemplo), passe a fazer exercícios físicos – o que, inclusive, será excelente para sua memória e para potencializar o organismo. Uma nova dinâmica poderá ser muito benéfica para lhe gerar incentivo nos estudos.

Concentre-se em seus objetivos 
Uma das melhores formas de readquirir a energia para estudar para concursos é recordando-se dos motivos que o levaram a começar a se preparar para seguir aquela carreira. Se você se concentrar em tudo que sonhou em relação à tão esperada vaga, com certeza vai tirar mais forças para recuperar seu padrão diário de estudos.

Elabore metas de estudo 
Muito provavelmente, se você fez um bom planejamento de estudos, deve ter traçado metas diárias para dar cabo de certos assuntos ou disciplinas. Volte a eles com honestidade, ou faça novos planos de enfrentamento com o material que tem que estudar. Esforce-se para cumprir as metas estabelecidas para si mesmo.

Dê recompensas a si mesmo 
Ao conquistar suas metas de estudo, outorgue a si prêmios ou compensações. Isso poderá ser uma simples barra de chocolate ou uma saída com os amigos, para relaxar no fim de semana. Mas poderá até ser uma nova viagem de curta duração, se o concurso para o qual estuda ainda estiver longe...

Se você der atenção e seguir à risca essas dicas, com certeza vai reencontrar a força de que tanto precisa para estudar e conquistar a tão sonhada vaga no concurso público.

Fonte: Elo concursos

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Mais de 8 mil vagas de concursos serão abertas até o final do ano



Pelo menos oito órgão estão aguardando a autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para a realização de seus concursos públicos. Caso recebam o aval do Ministério, serão 8.749 mil vagas oferecidas para o final deste ano e início do próximo. As oportunidades serão para profissionais de todos os níveis de escolaridades e para diversos estados do país. Confira a lista dos órgão que aguardam a autorização do MPOG.
IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) enviou um pedido de autorização ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), para a realização de um novo concurso com 1.500 vagas para os níveis médio e superior que devem ser preenchidas ainda este ano.
Do total de oportunidades, 1.044 são para técnicos, de nível médio, e cerca de 300 para os cargos de analista, de nível superior. O objetivo do órgão é recompor o quadro de funcionários efetivos, devido ao alto número de pedidos de aposentadoria nos últimos anos. As remunerações podem variar de R$3.186,10 a R$8.303,24, dependendo da escolaridade exigida pelo cargo e da titulação do aprovado.
INSS
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) solicitou o preenchimento de 4.730 vagas ao Ministério do Planejamento. Caso o pedido seja aprovado, 2 mil vagas serão para técnico do seguro social, 1.150 para médico perito e outras 1.580 vagas serão para analista do seguro social. O cargo de técnico do seguro social requer o nível médio e tem remuneração de R$ 4.400,87.
A função de perito médico exige graduação em Medicina e inscrição no conselho regional da categoria e os  salários são R$10.056,80. Já o cargo de analista requer formação superior (várias áreas) e tem rendimentos de R$7.147,12, sendo R$373 de auxílio-alimentação.
Fiocruz
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fez a solicitação de um concurso com 600 vagas para os níveis médio, médio/técnico e superior ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). As oportunidades serão nas carreiras de assistente técnico de gestão (30) técnico em saúde pública (70), tecnologista em saúde pública (300), analista em gestão pública (50), pesquisador (130) e especialista (20). A seleção será para o Rio de Janeiro e outras 11 unidades da instituição. Os salários não foram divulgados.
Ministério da Cultura
O Ministério da Cultura (MinC) aguarda o aval do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), para dar início aos preparativos do concurso com oferta inicial de 229 vagas.
Do total de oportunidades, 89 vagas são de nível médio e 140 do superior, em cargos como assistente e agente administrativos, assistente de pesquisa, técnico em Contabilidade, economista, arquivista, contador, estatístico, psicólogo e restaurador.
Este ano, o MinC paga aos seus servidores, em início de carreira, R$3.440,42, R$5.145,22, R$6.320,71 e R$6.330,28, dependendo da função.
ANTT
A Agência Nacional de Transportes (ANTT) está com o pedido de concurso para 670 vagas em análise desde o dia 10 de junho no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).
Caso autorizado, o concurso abrangerá as carreiras de técnico administrativo e técnico em regulação de serviços detransportes terrestres, ambas de nível médio, além de analista administrativo e especialista em regulação de serviços de transportes terrestres, que exigem graduação.
As remunerações atuais dos cargos são de R$5.791,25 para técnico administrativo, R$6.047,25 para técnico em regulação, R$10.916,90 para analista administrativo e R$11.776,90 para especialista em regulação. Em todos os valores estão incluídos os R$373 d0 auxílio-alimentação.
Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também tem um pedido de concurso tramitando no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). A autarquia pretende abrir 120 vagas de técnico administrativo, com exigência de nível médio.
Com remuneração de R$5.791 e contratação estatutária, ou seja, com garante estabilidade, a tendência é que a seleção atraia candidatos de vários estados, ainda que a previsão inicial indique lotação apenas no Distrito Federal.
ANA
A solicitação da Agência Nacional de Águas (ANA) para selecionar graduados em várias formações já tramita em última instância no Ministério do Planejamento (MP). As oportunidades são para o cargo de analista administrativo, cuja remuneração é de R$10.916,90.
De acordo com o Folha Dirigida, o concurso poderá contemplar também biólogos e engenheiros, os ganhos das carreiras são compostos pelo salário-base de R$5.235,90 mais a gratificação de desempenho de R$5.308, e pelo auxílio-alimentação de R$373.
MTE
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) solicitou ao Ministério do Planejamento, a autorização para a realização de uma seleção  para o preenchimento de 800 vagas de auditor-fiscal do trabalho (nível superior) e 100 vagas para analista técnico de políticas sociais. Na atual tabela de remuneração dos servidores federais consta que o salário inicial de R$ 14.965,44 para auditor-fiscal do trabalho e de R$ 5.466,53 para analista técnico de políticas sociais.

Saiu edital para 100 vagas para papiloscopistas da Polícia Civil/RJ


Acabou a espera dos milhares de interessados no concurso de papiloscopista da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Foi publicado nesta quarta-feira, dia 27, o edital para 100 vagas, podendo concorrer quem tem curso superior em qualquer área e carteira de habilitação na categoria B. Segundo o documento, que tem consulta no anexo abaixo, a função proporciona rendimento de R$4.830,63, mas esse valor será alterado a partir de janeiro de 2015, quando será incorporada a gratificação de R$850, aprovada pelo governador Luiz Fernando Pezão. Com isso a remuneração, em início de carreira, será de R$5.637,32. O valor será escalonado durante quatro anos e a carga de trabalho é de 40 horas semanais. O regime de contratação é o estatutário, que garante a estabilidade.
A partir da próxima segunda-feira, as inscrições serão aceitas, seguindo até 12 de outubro, no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), organizador. Quem não tem acesso à internet poderá cadastrar-se no posto, localizado no Centro do Rio, em dias úteis, das 10h às 16h. A taxa é de R$90. Os membros de família de baixa renda, inscritos no CadÚnico, poderão pedir a isenção por meio de preenchimento de formulário, no site do organizador, entre os dias 1º e 5 de setembro. O resultado desses pedidos será publicado no dia 15 do mesmo mês.
A PC reserva vagas para deficientes (5%), segundo determina a Lei nº 2.298, de 28 de julho de 1994, e para negros e índios (20%), de acordo com a Lei Estadual nº 6.067, de 25 de outubro de 2011. Os primeiros deverão entregar um laudo médico (original ou cópia autenticada), até o último dia de inscrições, no posto. Esses concorrentes serão submetidos também à perícia médica. Já para concorrer à cota de negros e índios, o candidato deverá indicar o desejo no ato da inscrição. Os candidatos serão avaliados por meio de prova objetiva, prevista para o dia 16 de novembro, teste de capacidade física e exames psicotécnico e médico, além de curso de formação. O concurso tem validade de um ano, prorrogável por igual período.

domingo, 24 de agosto de 2014

Concurso da Polícia na Bahia pede exames ginecológicos e comprovação de virgindade

SALVADOR – A obrigatoriedade de comprovação de virgindade para candidatas aos postos de delegado, escrivã e investigador, constante no edital de concurso público promovido pelo governo baiano, levou a seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil a emitir “nota de repúdio” contra a norma.



 “11.12.2.2 A candidata que possui hímen integro está dispensada de entregar os exames que constam no item 11.12.2.1, inciso VI, alínea “a”: colposcopia, citologia e microflora, desde que apresente atestado médico que comprove a referida condição, com assinatura, carimbo e CRM do médico que o emitiu.”


“Essa exigência nos dias atuais é, extremamente, abusiva e desarrazoada em virtude da grave violação ao inciso III do art. 1º da Constituição Federal de 1988, que consagra o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, bem como ao art. 5º do citado Diploma Legal, que dispõe sobre o Princípio da Igualdade e o Direito a Intimidade, Vida Privada, Honra e Imagem”, diz trecho da nota, cuja origem é a Comissão de Proteção aos Direitos da Mulher da OAB-BA.


O item polêmico do edital pede “avaliação ginecológica detalhada, contendo os exames de colposcopia, citologia e microflora” às candidatas. Mas, esses exames são dispensados para as mulheres “com hímen integro”. No entanto, nessa situação a candidata terá que comprovar que é virgem, através de atestado médico, com assinatura, carimbo e CRM do médico que o emitiu.


A OAB alega ainda que “a imposição legal de critérios de admissão baseados em gênero, idade, cor ou estado civil configura uma forma gravosa de intervenção no âmbito da proteção à igualdade jurídica (CF, art. 5º, caput) e da regra que proíbe quaisquer desses requisitos como critério de admissão (art. 7º, XXX,CF), além das violações à Lei 9.029/95” e pontua: “exigir que as mulheres se submetam a tamanho constrangimento é, no mínimo, discriminatório, uma vez que tal exigência não tem qualquer relação com as atribuições do cargo, além de tornar mais oneroso o concurso para as candidatas do gênero feminino”.


Em entrevista ao site G1, o advogado, professor diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Celso Castro, questiona o pedido do exame ginecológico em um concurso público. “O primeiro questionamento que se há de fazer é se uma pessoa que tem um problema ginecológico está inapta para o concurso”, diz.


Para ele, exames ginecológicos não tem “nada a ver” com o exercício da função. Celso Castro acredita que a exigência se enquadra como uma violação constitucional "muito grave" porque interfere na privacidade e na intimidade do candidato. “O que eles [Saeb ou PC] deveriam ter era uma junta médica que examinasse a pessoa e revelasse se ela é apta ou não para a exercer a função. Não se pode exigir a descriminação das patologias específicas que alguém é portador, sob pena de quebrar a privacidade e intimidade da pessoa", salienta.


Especialista em concursos públicos e direitos humanos, Sérgio Camargo ressalta que a mera previsão de se pedir exames ginecológicos dessa natureza e comprovação de virgindade, independente deste item do edital ser eliminatório ou não, já fere a liberdade de expressão sexual da mulher:


- Estão dando passos largos para trás. É uma limitação que pune o privilégio dado a mulher de procriação da espécie e endossa a manutenção da submissão das mulheres ao homem. Neste caso, teria que haver uma medida voltada também aos homens. Neste caso, como podemos comprovar a viirgindade do homem.


A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb), responsável pelo edital, informou, por meio de nota, que os itens previstos no documento foram elaborados pela empresa organizadora do concurso, que é o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UNB). No documento, a Saeb informa que “a inclusão da questão é padrão e recorrente em concursos públicos similares em todo o país e não se configura uma cláusula restritiva, mas sim uma alternativa para as mulheres que, por ventura, queiram se recusar a realizar os exames citados no edital".


A Seab aponta que a cláusula é incorporada em diversos concursos no país para funções como analista administrativo, especialista em previdência e técnico administrativo, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar, lançado em dezembro de 2011; além de para o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, de setembro de 2011.


O concurso disponibiliza 600 vagas, com salários variando de R$ 1.558,89 a R$ 9.155,28.


Fonte: O Globo

Veja o concurso aqui - http://www.cespe.unb.br/concursos/pc_ba_13/
Acesse o edital do concurso aqui (pag. 22) - http://bit.ly/13WSYzP