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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

20 erros de português que você já pode ter cometido



Você com certeza já se perguntou se estava pronunciando ou escrevendo alguma palavra de forma correta. No entanto, o que poucos sabem é que o português também possui suas pegadinhas. Os detalhes normalmente confundem e, embora isso não deva acontecer, alguns erros passam despercebidos.
Veja os mais comuns.

Listamos, a seguir, alguns dos erros cometidos mais recorrentes, junto com a sua forma correta e a explicação de alguns especialistas. Confira:


1. Mal / mau 


Erro: Era um mal funcionário e foi demitido.

Forma correta: Era um mau funcionário e foi demitido

Explicação: Reinaldo Passadori, professor e CEO do Instituto Passadori, explica que mau e bom são adjetivos, ou seja, conferem qualidade aos substantivos, palavras que nomeiam seres e coisas. Exemplos: “Ele é bom médico” e “Ele é mau aluno”. Por outro lado, mal e bem podem exercer três funções distintas. Exercem a função de advérbios, modificam o estado do verbo, por exemplo: “Seu filho se comportou mal na escola” e “ele foi bem aceito no novo trabalho”. Como conjunção, servindo para conectar orações, como em “Mal chegou e já se foi”. Essas palavras também têm a função de substantivos, por exemplo: “Você é o meu bem” e “o mal dele é não saber ouvir”.



2. Senão / se não 


Erro: Senão fizer o relatório, não cumprirá a meta.

Forma correta: Se não fizer o relatório, não cumprirá a meta.

Explicação: Para dar a ideia de “caso não faça o relatório”, como no exemplo acima, o certo é utilizar a forma separada. Senão (em uma só palavra) tem vários significados, segundo explicação de Laurinda Grion: do contrário, de outra forma, aliás, a não ser, mais do que, menos, com exceção de, mas, mas sim, mas também, defeito, erro, de repente, subitamente.



3. Seríssimo / seriíssimo 


Erro: O problema é seríssimo.

Forma correta: O problema é seriíssimo.

Explicação: Os adjetivos terminados em io antecedido de consoante possuem o superlativo com ii, explica Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.



4. Tão pouco / tampouco

Erro: Não fala inglês, tão pouco espanhol.
Forma correta: Não fala inglês, tampouco espanhol

Explicação: Tão pouco equivale a muito pouco. Já tampouco pode significar: também não, nem sequer e nem ao menos.



5. Vir / vier 


Erro: Se ele não vir amanhã, vai perder mais uma reunião importante.

Forma correta: Se ele não vier amanhã, vai perder mais uma reunião importante.

Explicação: No caso do verbo vir, temos as seguintes formas no futuro do subjuntivo, explica Vivien Chivalski: quando eu vier, ele vier, nós viermos, eles vierem.



6. A domicílio / em domicílio 


Erro: O serviço engloba a entrega a domicílio

Forma correta: O serviço engloba a entrega em domicílio

Explicação: No caso de entrega usa-se a forma em domicílio. A forma a domicílio é usada para verbos de movimento. Exemplo: Foram levá-lo a domicílio.



7. Ao invés de / em vez de 


Erro: Ao invés de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.

Forma correta: Em vez de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.

Explicação: “Ao invés de” representa contrariedade, oposição, o inverso. “Em vez de” quer dizer no lugar de. É uma locução prepositiva, sendo terminada em de normalmente.



8. Aonde /onde 


Erro: Não sei aonde fica a sala do diretor

Forma correta: Não sei onde fica a sala do diretor

Explicação: O advérbio onde indica lugar em que algo ou alguém está. Deve ser utilizado somente para substituir vocábulo que expressa a ideia de lugar. Exemplo: Não sei onde fica a cidade de Araguari. O advérbio aonde indica também lugar em que algo ou alguém está, porém quando o verbo que se relacionar com "onde" exigir a preposição “a”, deve-se agregar esta preposição, formando assim, o vocábulo "aonde". Expressa a ideia de destino, movimento, conforme exemplo a seguir: aonde você irá depois das visitas?



9. Bi-campeão / bicampeão


Erro: Em 1993, o São Paulo Futebol Clube foi bi-campeão mundial, sob o comando de Telê Santana.

Forma correta: Em 1993, o São Paulo Futebol Clube foi bicampeão mundial, sob o comando de Telê Santana.

Explicação: A forma correta de usar os prefixos numéricos “bi”, “tri”, “tetra”, “penta”, “hexa”, “hepta” (etc) é sem hífen. “O Novo Acordo Ortográfico nunca exigiu nem exige alteração gráfica”, diz o professor de língua portuguesa do Damásio Educacional, Diogo Arrais.



10. Descrição / discrição


Erro: Ela age com descrição.

Forma correta: Ela age com discrição.

Explicação: Descrição refere-se ao ato de descrever. Exemplo: Ela fez a descrição do objeto. (ela descreveu). Discrição significa ser discreto.



11. Descriminar / discriminar 


Erro: Descrimine os produtos na nota fiscal e coloque todos os códigos necessários.

Forma correta: Discrimine os produtos na nota fiscal e coloque todos os códigos necessários.

Explicação: Descriminar significa absolver, inocentar. É o que o prefixo “des” faz – indica uma ação no sentido contrário – e, nesse caso, quer dizer tirar o crime. Exemplo: Ele falou em descriminar o uso de algumas drogas Discriminar significa distinguir, separar, diferenciar, especificar. Isso pode ser feito com ou sem preconceito. Quando há preconceito, o sentido é de segregação. Exemplo: A discriminação racial deve ser combatida sempre.



12. Devidas providências


Erro: Peço as devidas providências.

Forma correta: Peço providências

Explicação: Trata-se de um vício de linguagem, segundo Vivien Chivalski, do Instituto Passadori - Educação Corporativa. O adjetivo (devidas) é desnecessário e redundante. “Quem pediria providências indevidas”, diz Vivien.



13. Entre eu e ele / entre mim e ele 


Erro: Entre eu e ele não há conversa nem acordo.

Forma correta: Entre mim e ele não há conversa nem acordo.

Explicação: Os pronomes pessoais do caso reto exercem função de sujeito (ou predicativo do sujeito) e não de complemento.



14. A grosso modo / grosso modo 


Erro: O que quero dizer, a grosso modo, é que há mais chances de dar errado do que de dar certo.

Forma correta: O que quero dizer, grosso modo, é que há mais chances de dar errado do que de dar certo.

Explicação: A expressão é “grosso modo”, sem a preposição a.



15. Há 10 anos atrás / há 10 anos 


Erro: Há 10 anos atrás, eu decidi comprar um imóvel.

Formas corretas: Há 10 anos, eu decidi comprar um imóvel. Dez anos atrás, eu decidi comprar um imóvel.

Explicação: É redundante usar “há” e “atrás” na mesma frase. O verbo haver impede a palavra atrás em seguida sempre que estiver relacionado a tempo, à ação que já se passou. Há, portanto, duas formas corretas para a frase: “há dez anos” ou “dez anos atrás”.



16. Houveram /houve


Erro: Houveram rumores sobre um anúncio de demissão em massa.

Forma correta: Houve rumores sobre um anúncio de demissão em massa.

Explicação: Haver no sentido de existir não é usado no plural.



17. Independente / independentemente 

Erro: Independente da proposta, minha resposta é não.
Forma correta: Independentemente da proposta, minha resposta é não.

Explicação: Independente é adjetivo e independentemente é advérbio. O enunciado acima pede o advérbio.



18. Penalizado / punido 


Erro: Quem desrespeitar o código de conduta será penalizado.

Forma correta: Quem desrespeitar o código de conduta será punido.

Explicação: Penalizar significa “causar pena”, “magoar”. No sentido de castigar, o certo é usar o verbo punir, indica Laurinda Grion.



19. Precaver / prevenir 


Erro: É importante que a empresa se precavenha contra invasões.

Forma correta: É importante que a empresa se previna contra invasões.

Explicação: O verbo precaver é defectivo, não tem todas as conjugações. No presente do indicativo só existem a 1ª e 2ª pessoa do plural (precavemos e precaveis) e não existe presente do subjuntivo.



20. Preveram / previram 


Erro: Os analistas preveram tempos de crise.

Forma correta: Os analistas previram tempos de crise.

Explicação: A conjugação do verbo prever segue a do verbo ver. Logo, se o certo é dizer eles viram, é certo dizer eles previram.


Fonte: iBahia


Agora tá fácil! Nada de escorregar mais nestas cascas de banana, certo?!


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

É Possível Terminar o Curso Superior Antes do Previsto Para Tomar Posse em Concurso Público





Muitos concurseiros alimentam esta dúvida, será que é possível terminar o curso superior antes do previsto para tomar posse em concurso público?
Em resposta a essa questão, destacamos que é possível sim a antecipação do curso para aquele candidato que, aprovado em algum concurso de nível superior, precisa do seu diploma de conclusão de curso semestres antes do término efetivo.

Essa possibilidade, reconhecida pelos Tribunais, vem disposta na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no artigo 47, §2º, que afirma que os alunos que demonstrem ter extraordinário aproveitamento nos estudos, o que seria comprovado por meio de provas e outras avaliações específicas aplicadas por banca examinadora especial, poderão ter abreviada a duração do curso.

Todavia, cumpre destacar que o referido dispositivo legal, como o próprio nome já diz, trata de diretrizes básicas da educação, o que impõe dizer que cada instituição disporá de suas próprias regras e requisitos para a constituição de uma banca especial para a avaliação do aluno e, consequentemente, para a concessão da abreviação do curso.

Há algumas semanas, tivemos a oportunidade de acompanhar este caso com os profissionais do escritório Machado Gobbo Advogados[1], que conseguiram a liminar para determinar que a instituição de ensino da candidata realizasse a banca examinadora especial em um prazo de 48 horas, já que demonstrado que a referida candidata teria sido aprovada em um concurso de nível superior.

Veja um trechinho dessa decisão:



Sendo assim, candidato, fique de olho!

Na hipótese de êxito em um concurso de nível superior sem a conclusão do curso, é possível solicitar, perante a sua instituição de ensino, a constituição de banca especial para conceder antecipação da sua colação de grau para ser feliz no cargo novo!


_______________________
[1] O processo em referência corre na Justiça Federal do Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, sob o número 0005849-82.2014.4.03.6000


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O Diploma de Conclusão de Curso Superior é Dispensável Para a Posse



Após a aprovação no concurso público, está na hora de correr atrás dos documentos para tomar posse no cargo. Esse momento é de muita alegria e também de muita correria para os candidatos, que precisam se apresentar o quanto antes para dar início à carreira pública.

Em se tratando de um cargo público de nível superior, o primeiro documento que os órgãos da máquina pública solicitam é a apresentação do diploma de conclusão de curso. Estão certos, já que esta é uma forma eficaz de demonstração de cumprimento do requisito de edital: ensino superior completo.

O que muita gente não sabe é que o diploma, para esse fim, é dispensável.

Isso mesmo, você leu certo: não é preciso entregar o diploma para provar que o candidato cumpre o requisito do edital, que é ter nível superior completo em determinada área.

Obviamente, isso não significa que o candidato não precisará fazer a prova de que cumpre as exigências do cargo, mas, apenas, que poderá substituir o diploma por outro documento que, igualmente, comprove a sua formação.

Assim, para a comprovação da conclusão do curso, o candidato pode entregar, no dia da posse, uma certidão de conclusão de curso, uma declaração da faculdade acompanhada do histórico escolar ou outro documento idôneo que cumpra com esta finalidade.

O mesmo se aplica para aqueles estudantes que, concluindo o curso, pretendem obter a carteira profissional como OAB, CREA, etc, sem o diploma de conclusão de curso, mas com um documento igualmente capaz de demonstrar que o aluno cumpriu com os requisitos necessários para tanto.